Sindicato dos Químicos da Baixada Santista realiza protesto em frente ao
prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na
avenida Paulista
O Caso
A unidade da
Rodhia em Cubatão (SP), na Baixada Santista, foi fechada em 1993, quando a
empresa foi alvo de uma série de acusações envolvendo emissão de poluentes e
lixo tóxico no meio ambiente.
Os problemas começaram a surgir em meados da década de 1980. Em 15 anos de atividade, a fábrica despejou cerca de 12 mil toneladas de resíduos químicos no solo, o que prejudicou consideravelmente a qualidade do ar e da água no município. A contaminação do meio ambiente provocou ainda danos ao ecossistema e à saúde de 158 de trabalhadores. De acordo com o sindicato, já foram registradas 10 mortes pela contaminação desde 1993.
Para solucionar o impasse, o sindicato, a empresa e o Ministério Público firmaram um acordo, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 1995, que estabelecia a garantia provisória de emprego a funcionários que sofrem com doenças ligadas à contaminação de produtos tóxicos que havia na antiga fábrica. O acordo estipulou que os empregados teriam direito a salários, benefícios trabalhistas e atendimento médico no Hospital Albert Einstein.
Os problemas começaram a surgir em meados da década de 1980. Em 15 anos de atividade, a fábrica despejou cerca de 12 mil toneladas de resíduos químicos no solo, o que prejudicou consideravelmente a qualidade do ar e da água no município. A contaminação do meio ambiente provocou ainda danos ao ecossistema e à saúde de 158 de trabalhadores. De acordo com o sindicato, já foram registradas 10 mortes pela contaminação desde 1993.
Para solucionar o impasse, o sindicato, a empresa e o Ministério Público firmaram um acordo, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em 1995, que estabelecia a garantia provisória de emprego a funcionários que sofrem com doenças ligadas à contaminação de produtos tóxicos que havia na antiga fábrica. O acordo estipulou que os empregados teriam direito a salários, benefícios trabalhistas e atendimento médico no Hospital Albert Einstein.
Os
Funcionários
Os funcionários
da empresa afirmam que forma vítimas de acidentes de trabalho, mas no final do
ano passado foram realizados exames para resolver o impasse entre empresa e os
funcionários, e o resultado dos exames mostravam que os funcionários estavam fora
do “quadro suspeito”, ou seja, não apresentavam mais risco de doença pelo fato
de terem trabalhado na Rhodia anteriormente, mas o Ministério Público do
Trabalho recebeu denúncias de fraudes dos exames médicos, o ministério
questiona o fato de o médico ter trabalhado como diretor da Rhodia entre 1994 e
1998. Enquanto isso trabalhadores afirmam que sofreram com doenças gravíssimas,
como o câncer.
A Empresa
De acordo
com o diretor industrial da Rodhia, Gerson de Oliveira, a empresa tem cumprido
rigorosamente o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado junto ao
Ministério Público e o Sindicato dos Químicos da Baixada. A empresa afirma que
os ex-funcionários estão fora de risco e que serão desligados da lista de
beneficiados e assistência médica. Questionado sobre a relação do médico que emitiu
o laudo com a empresa, a empresa diz que ficou surpreso com a informação de que
o profissional de saúde havia trabalhado na Rodhia anteriormente. Mesmo assim,
Oliveira aponta que esse fato não pode colocar em xeque a qualidade do trabalho
realizado no Hospital Albert Einstein.
Ministério de Trabalho
Como não houve acordo entre a empresa e o sindicato, o caso foi parar nas
bancas da Diretoria Regional do Ministério do Trabalho, em Santos. A
instituição informou que está realizando uma força-tarefa para a fiscalização
da Rhodia, na Baixada Santista.
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